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Mostre suas cores e inúmeras facetas neste 8 de março

Certa vez ouvi um colega de faculdade dizer que era muito claro que os homens eram imensamente superiores as mulheres em cargos políticos, afinal, existiam vários exemplos fortes de homens que mudaram o mundo, acabaram ou começaram com guerras…homens que até trouxeram a paz. “Veja que bacana”, disse ele. Naquele momento, eu estava começando a minha jornada no feminismo. Chamo de jornada, pois acredito que existam estágios e um amadurecimento que acontece em conjunto com o movimento e com a maturidade física de cada uma. De pronto repudiei seu discurso, afinal, existe Margaret Tatcher, a temida Dama de Ferro, ou para os que preferem sempre ‘desvalorizar’ a mulher, calcinha de ferro (Porque será que por mais duro que um homem for nunca o chamaremos de cueca de ferro? Fica aí o questionamento); temos Angela Merkel, Chanceler da Alemanha; Hillary Clinton, candidata à presidência dos EUA; Dilma Rousseff, Ex-Presidente do Brasil; Michelle Bachelet, Presidente do Chile; Tsai Ing – wen, Presidente do Taiwan; temos…. Quem mais temos? Consegue perceber? Esta noção equivocada de que homens são superiores em determinados serviços e por isso são excelentes para tal função não vem só de uma questão histórica, mas de uma briga histórica que a mulher nem sequer teve a chance de competir.

Acredito que não se possa medir a excelência de um profissional por seu gênero, porém, caso o quisessem mesmo fazer, só seria possível começar a realizar isso daqui a muitos anos. Muitos e muitos mesmo. Não existe como fazer uma comparação porque a quantidade é muito desproporcional, e muito desigual.

Quando um homem fracassa em um cargo político, por exemplo, normalmente suas falhas são atribuídas a seu caráter, ao seu partido, a sua sexualidade, a sua religião, quem sabe, ou a inúmeros outros fatores externos. Mas a mulher, ah a mulher. Essa não pode errar, caso erre, é porque é mulher. É porque, afinal, o que ela estava pensando ao entrar para política? Ao entrar para uma grande empresa? Ao virar militar? Afinal, o que que ela estava querendo quando desviou da curva, quando seguiu os seus sonhos, quando tirou a venda e disse EU QUERO?

Talvez, e apenas talvez, ela esteja percebendo que merece mais, que merece o que é dela. Que ela pode ser uma designer, uma jornalista, uma escoteira, uma militar (P.S.: Tão incomum, que o Word quis até corrigir a colocação), uma primeira dama, uma dona de casa, uma presidente, uma professora, uma astronauta, uma diplomata, uma ‘mulher da vida’, uma física, uma pedreira, uma empregada doméstica, e o que mais ela quiser, e tudo bem. Ela pode ter doutorado, MBA, ser poliglota, ou nem mesmo saber assinar seu nome, mau ter um teto para dormir, suas escolhas ou as escolhas da vida para ela, não a desqualificam para ser mãe, filha, esposa, namorada, tia, avó, sobrinha. Para rir, para ser sensível, para chorar até por ‘comercial de sabão’, para ser forte, para ser durona, andar sempre com a cara fechada, para ser delicada, para ser ‘grossa’, para ser detalhista, para ser estressada, para ser desastrada, para ser, o que ela quiser. Feliz dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, que é para você lembrar que ela pode ser O QUE ELA QUISER SER e até o que é dela, que ela nem quer ser, mas é. Seja, viva, sinta. Não importa se você é bela, recatada e do lar, como a digníssima primeira dama do Brasil, ou se é bela, desbocada e do bar. Lugar de mulher, é onde ela quiser.

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